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DERMOLIPECTOMIA ABDOMINAL - CIRURGIA PLÁSTICA ABDOMINAL.

A cirurgia plástica do abdômen , não deve ser considerada como uma cirurgia de emagrecimento. Este deve ser obtido através de tratamentos e dietas adequadas, com médicos especializados.
A abdominoplastia objetiva corrigir a flacidez que se instala no abdômen, seja devido a emagrecimento acentuado, a gravidez ou devido às características do próprio indivíduo. Portanto, a abdominoplastia deve ser evitada em pacientes demasiadamente obesos, até que haja uma regularização do peso, através de regime e tratamento adequados.Pessoas demasiadamente gordas, obtém resultado pouco satisfatório com a cirurgia. Nestes casos, a indicação cirúrgica poderá ser feita apenas por razões funcionais e higiênicas.
P: APÓS UMA CIRURGIA DE ABDÔMEN, EXISTE RISCO DE VOLTAR TUDO DE NOVO?

R: Sim. Se o paciente não se cuidar em termos de alimentação, principalmente aquelas pessoas que tem tendência a engordar, a cirurgia terá um resultado muito passageiro. Ginásticas abdominais e massagens, ajudarão a conservar o resultado, quando feitas adequadamente e nunca antes de 3 meses após a cirurgia, período necessário para uma boa cicatrização.
P: ESTA É A CIRURGIA PLASTICA MAIS PERIGOSA?
R: Não. Esta é uma pergunta que sempre se faz, em função de muitos “ouvi-dizer-que”. Na realidade , como já se disse no início deste folheto , toda cirurgia tem seus riscos, porém eles são, de um modo geral, bem controlados. A cirurgia abdominal, não é nem mais nem menos sujeita a complicações que as demais cirurgias estéticas.
P: A CIRURGIA DE ABDÔMINAL ELIMINA ESTRIAS?
R: Somente aquelas situadas abaixo da cicatriz umbilical e isto porque é a pele desta região que será quase totalmente removida.Conseqüentemente, as estrias nela existentes serão também removidas. Já as estrias acima do umbigo , melhoram ligeiramente do aspecto, porém não desaparecem . Da mesma forma, qualquer cicatriz existente abaixo do umbigo, certamente será removida.
P: DEPOIS DE UMA CIRURGIA DE ABDÔMEN, NÃO SE PODE MAIS ENGRAVIDAR?
R: Imediatamente depois, não. É necessário que se aguarde pelo menos um ano, após a cirurgia.
Decorrido, porém este período, não há maior problema. Evidentemente que poderá haver nova flacidez, novo aparecimento de estrias, porém não mais do que iria acontecer se a cirurgia não tivesse sido realizada.
P: O UMBIGO DESAPARECE, COM A CIRURGIA?
R: Não. A cicatriz umbilical é conservada em seu devido lugar. Se por razões incontornáveis - e isto é raríssimo- for necessário remover o umbigo, existem técnicas que são utilizadas imediatamente, para a construção de uma nova cicatriz umbilical.
P: QUANTOS QUILOS VOU EMAGRECER COM A DERMOLIPECTOMIA ABDOMINAL?
R: Sendo uma cirurgia que retira determinada quantidade de pele e gordura, evidentemente haverá uma redução no peso corporal, que varia de acordo com o volume do abdome de cada paciente. Não são, entretanto, os “quilos” retirados que definirão o resultado estético, mas sim as proporções que o abdome mantenha com o restante do tronco e os membros. Paradoxalmente, os abdomes que apresentam melhores resultados estéticos são justamente aqueles em que se fazem as menores retiradas. Assim é que a maioria das mulheres apresentam certa “flacidez” do abdome após 1 ou vários partos, com predominância de pele sobre a quantidade de gordura localizada na região. Estes casos nos permitem excelentes resultados.Em outros casos, em que o paciente está com o peso acima do normal, o resultado também será compensatório e proporcional ao restante do corpo; entretanto, vale a pena lembrar que “excesso de gordura” em outras regiões vizinhas do abdome ainda existirão, o que nos leva a aconselhar àquelas que assim se apresentem a prosseguir com um tratamento clínico ou fisioterápico, para equilibrar as diversas partes entre si.
P: A CIRURGIA DO ABDOME DEIXA CICATRIZ MUITO VISÍVEL?
R: A cicatriz resultante de uma dermolipectomia localiza-se horizontalmente logo acima da implantação dos pelos pubianos, prolongando-se lateralmente em maior ou menor extensão, dependendo do volume do abdome a ser corrigido. Esta cicatriz é planejada para ficar escondida sob as roupas de banho e passará por vários períodos de evolução, como se segue:
a) PERÍODO IMEDIATO: Vai até o 30º dia e apresenta-se com aspecto excelente e pouco visível. Alguns casos apresentam discreta reação aos pontos ou ao curativo.
b) PERÍODO MEDIATO. Vai do 30º dia até o 12º mês. Neste período haverá espessamento natural da cicatriz, bem como mudança na tonalidade de sua cor, passando de “vermelho” para o “marrom”, que vai, aos poucos, clareando. Este período, o menos favorável da evolução cicatricial, é o que mais preocupa as pacientes. Como não podemos apressar o processo natural da cicatrização, recomendamos às pacientes que não se preocupem, pois o período tardio se encarregará de diminuir os vestígios cicatriciais.
c) PERÍODO TARDIO: Vai do 12º ao 18º mês. Neste período, a cicatriz começa a tornar-se mais clara e menos consistente atingindo, assim, o seu aspecto definitivo. Qualquer avaliação do resultado definitivo da cirurgia do abdome deverá ser feita após este período.
Obs: Para se obter uma boa cicatriz, cuidados serão tomados, especialmente o uso de esparadrapo (micropore) durante 2 a 3 meses.
P: EM QUANTO TEMPO ATINGIREI O RESULTADO DEFINITIVO?
R: Nos primeiros meses, o abdome apresenta uma insensibilidade relativa, além de estar sujeito a períodos de “inchaço”, que regride espontaneamente.
Nesta fase, poderá ficar com aspecto de “esticado” ou “plano”. Com o decorrer dos meses, tendo-se iniciado os exercícios orientados para modelagem, vai-se gradativamente atingindo o resultado definitivo. Nunca se deve considerar como definitivo qualquer resultado, antes de 12 a 18 meses de pós-operatórios.
P: VERDADE QUE SERÁ FEITO UM UMBIGO NOVO?
R: Não. O seu próprio umbigo será transplantado e, se necessário, remodelado. Deve-se levar em conta que, circundando o umbigo existirá uma cicatriz que sofrerá a mesma evolução da cicatriz inferior (descrita no item anterior). Pelo fato de ser uma cicatriz circular, em alguns casos a evolução poderá não ser aquela que se deseja, dando como resultado um aspecto “artificial”. Isto acontece em decorrência da anomalia na evolução cicatricial de certas pacientes, o que, entretanto, é passível de correção, mediante “retoque” sob anestesia local, após alguns meses.
P: A DERMOLIPECTOMIA ABDOMINAL CORRIGE AQUELE EXCESSO DE GORDURA SOBRE A REGIÃO DO ESTÔMAGO?
R: Nem sempre. Isto depende do seu tipo de tronco (conjunto tórax + abdome). Se ele for do tipo curto, dificilmente será corrigido. Sendo do tipo longo, o resultado será mais favorável. Também tem grande importância, sob este aspecto, a espessura do panículo adiposo (espessura da gordura) que reveste o corpo.
P: OUVI DIZER QUE O PÓS-OPERATÓRIO DA DERMOLIPECTOMIA ABDOMINAL É MUITO DOLOROSO. É VERDADE?
R: Não. Uma dermolipectomia isolada de evolução normal não deve apresentar dor. O que existe é um grande equívoco por parte de certas pacientes, que são operadas simultaneamente de cirurgias ginecológicas associadas à dermolipectomia e relatam por isso, dores pós-operatórias.
P: QUE TIPO DE ANESTESIA É UTILIZADA PARA ESTA OPERAÇÃO?
R: Anestesia geral. Poderá, em casos especiais, ser utilizada a peridural ou similar. Atualmente emprega-se até mesmo a anestesia local sob sedação, em casos especiais.
P: QUANTO TEMPO DURA O ATO CIRÚRGICO?
R: Em média 3 horas.
P: QUAL O PERÍODO DE INTERNAÇÃO?
R: De 1 a 2 dias (evolução normal).
P: SÃO UTILIZADOS CURATIVOS?
R: Sim. Curativos normais, trocados a cada 5 a 7 dias (os 4 primeiros curativos). Posteriormente, apenas curativos a cada 15 dias, durante 3 meses.
P: QUANDO SÃO RETIRADOS OS PONTOS?
R: Do 5º ao 14º dia.
P: QUANDO PODEREI TOMAR BANHO COMPLETO?
R: Geralmente após 7 dias.
P: QUAL A EVOLUÇÃO PÓS-OPERATÓRlA?
R: Você não deve se esquecer que, até que se consiga atingir o resultado almejado, diversas fases são características deste tipo de cirurgia. Assim é que, esclarecemos sobre a evolução cicatricial (até o 18º mês). Falamos sobre evolução da forma do abdome, bem como a sensibilidade, consistência, etc. Entretanto, poderá lhe ocorrer alguma preocupação no sentido de “desejar atingir o resultado final antes do tempo previsto”. Seja paciente pois seu organismo se encarregará de dissipar todos os pequenos transtornos intermediários que, infalivelmente chamarão a atenção de alguma de suas amigas que não se furtará à observação: “//SERÁ QUE ISTO VAI DESAPARECER MESMO?//”- É evidente que toda e qualquer preocupação de sua parte deverá ser a nós transmitida. Daremos os esclarecimentos necessários, para sua tranqüilidade. Em tempo: Em algumas pacientes, ocorre uma certa ansiedade nesta fase, decorrente do aspecto transitório (edema, insensibilidade, transição cicatricial, etc.). Isto é passageiro e geralmente reflete o desejo de se atingir o resultado final o quanto antes. Lembre-se que nenhum resultado de cirurgia do abdome deverá ser considerado como definitivo antes dos 12 aos 18 meses. Em caso de pacientes muito obesas, poderá ocorrer, após o 8o. dia, a “eliminação de razoável quantidade de líquido amarelado” por um ou mais pontos da cicatriz. Este fenômeno é chamado de “lipólise” e nada mais é do que a liquefação da gordura residual próxima à área da cicatriz que está sendo eliminada, sem que isso venha a se constituir como complicação. Se o paciente apresenta um abdome muito à critério do cirurgião , poderá ser indicado o uso da cinta ou faixa elástica alguns dias ou semanas, para que o paciente se acostume com a redução abdominal a que será submetido sem ter problemas respiratórios.

RECOMENDAÇÕES SOBRE A CIRURGIA DE DERMOLIPECTOMIA ABDOMINAL
A) RECOMENDAÇÕES PRÉ-OPERATÓRIAS:
1) Comunicar-se conosco até dois dias antes da operação, em caso de gripe, indisposição, febre ou outra anormalidade qualquer.
2) Internar-se no hospital indicado na Guia de Internação, obedecendo ao horário estabelecido.
3) Em jejum absoluto (nem mesmo água) desde às 22:00h do dia anterior
4) Evitar bebidas alcoólicas ou refeições muito pesadas na véspera da cirurgia.
5) Evitar todo e qualquer medicamento para emagrecer, que eventualmente esteja utilizando, por um período de 7 dias antes do ato cirúrgico. Isto inclui também os diuréticos e aspirina e derivados do ácido acetilsalicílicos.
6) Programe suas atividades sociais, domésticas, profissionais ou escolares, de modo a não se tornar indispensável a terceiros, por um período de aproximadamente 21 dias.
7) Não usar absorvente higiênico tipo O.B e sim o normal.
8) Levar uma cinta ou faixa elástica que será indicada pela equipe cirúrgica.
B) RECOMENDAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS:
1) Evitar esforços por 21 dias.
2) Levantar-se tantas vezes quanto lhe for recomendado por ocasião da alta hospitalar, obedecendo aos períodos de permanência sentada, assim como evitar ao máximo escadas longas.
3) Evitar molhar o curativo durante a primeira fase (5 a 7 dias).
4) Andar com ligeira flexão(curvada) do tronco e manter passos curtos, por um período de 7 a 10 dias
5) Evitar sol (exposição em praia e piscina por 3 meses).
6) Obedecer à prescrição médica.
7) Voltar ao consultório para os curativos subseqüentes, nos dias e horários estipulados.
8) Consulte este folheto de instruções quanto à sua evolução pós-operatória, tantas vezes quanto necessário.
9) Provavelmente você estará se sentindo tão bem, a ponto de olvidar-se que foi operada recentemente. Cuidado! A euforia poderá levá-la a um esforço inoportuno, o que determinará certos transtornos.
10) Não se preocupe com as formas intermediárias nas diversas fases. Tire conosco quaisquer dúvidas.
11) Em caso de pacientes muito obesas, poderá ocorrer, após o 8o. dia, a eliminação de certa quantidade de líquido amarelado por um ou mais pontos de cicatriz. Não se preocupe se isto lhe ocorrer. É a “lipólise”, que não significa absolutamente complicação.
12) Alimentação normal (salvo em casos especiais).
13) Aguarde para fazer sua “dieta ou regime de emagrecimento”, após a liberação médica. A antecipação desta conduta por conta própria, poderá determinar conseqüências difíceis a serem sanadas.